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AS MODERNAS SOCIEDADES DE ADVOGADOS
Advogado Luiz Octávio Rocha Miranda Costa Neves

A advocacia é atividade fora do comércio, não podendo ser considerada, jamais, em tempo algum, como "um negócio", eufemismo capitalista que não se adequa a nossa atividade fim.

È indubitável que a pratica profissional dos operadores de direito mudou muito nas últimas décadas e, tenham certeza, vem ai, mais rápido do que se pensa, uma nova e significativa mudança.

Fato é que quando inauguramos nosso escritório no longínquo maio de 1982, ainda podíamos vislumbrar pequenos e lucrativos escritórios, com ênfase na especialização das suas atividades, em detrimento do velho advogado profissional liberal, que já vinha paulatinamente perdendo espaço.

O verdadeiro "boom" das grandes sociedades de advogados, ocorrido na década de 1990 do século passado, principalmente, surgidas na esteira de espuma das privatizações então em voga, parecia condenar os pequenos escritórios a cerrarem suas portas, enquanto os antigos profissionais liberais eram relegados a uma espécie de "limbo jurídico", "Dom Quixotes" do Direito, obrigados a sobreviverem das "migalhas" rejeitadas pelos demais.

Com isto, verdadeiras empresas de direito foram criadas, em um mercado em que se encontravam - como se encontram ainda - facilmente, escritórios com mais de 300 profissionais, entre advogados, paralegais, estagiários, pessoal administrativo, etc.

Isto sem esquecer a competição voraz e hostil que se instalou na advocacia.

Mas já se disse que o mercado é dinâmico e implacável e é de solar evidência que para manter rentabilidade as sociedades de advogados terão que se adaptar aos novos tempos.

Primeiro, brecando seu próprio gigantismo, buscando uma estrutura enxuta, mas que atenda de forma eficiente e rápida aos seus clientes.

Segundo, focando o atendimento como meta, aprimorando o conhecimento de seus integrantes adaptando-os aos novos reclames da sociedade e primando pela comunicação com os clientes, mantendo-os inteiramente integrados e bem informados quanto ao serviço que lhes é prestado.

Terceiro, mantendo sua prática estritamente dentro dos limites preconizados pelo nosso Código de Ética e Disciplina.

E, Quarto (last but not least) buscando maior adaptabilidade e generalidade dos serviços prestados, no sentido de manter o cliente totalmente vinculado ao escritório de advocacia, de modo que este possa atender aquele seja nos aspectos societários, contratuais e fiscais de seu interesse, como, eventualmente, possa ser atendido em um problema familiar (Divórcio, separação, Pensão alimentícia, guarda de filhos, etc), em um assunto da esfera criminal (acidente de veículos, via de fato, um parente envolvido com drogas, etc.), assuntos imobiliários (compra e venda de imóveis, contratos e problemas derivados de locação, constituição de condomínios, ou, de Fundos Imobiliários, questões de natureza tributária e trabalhista (doméstica e/ou empresarial)).

Enfim, todos os ramos do direito encontrados em uma única sociedade de advogados, multidisciplinar, com POUCOS profissionais, bem preparados nas sua respectivas áreas, melhorando o acesso e a visibilidade de informações críticas, para que possam se manter informados destas decisões, e interagindo, entre si e com seus colegas de escritório (que não são concorrentes, gize-se, mas COLEGAS), capazes, portanto, de atender a este NOVO perfil, o do cliente do século XXI.

Todos terão de se adaptar – escritórios grandes (estes principalmente), médios e pequenos, pois, concordo que o escritório de advocacia moderno necessita estar preparado para analisar sua própria operação, bem como monitorar amiúde a performance operacional.

A moderna sociedade de advogados deve promover sua transformação de agente meramente reativo, para absolutamente prospectivo, de modo a otimizar as decisões estratégicas e operacionais a serem adotadas e postas a disposição da clientela, seja, na orientação da correta aplicação da Lei, ou, na proteção inteligente do cliente das fantasias e sereias que, volta e meia, costumam encantá-los.

O autor é advogado militante e sócio do Escritório Rocha Miranda Advogados Associados.

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